Termo utilizado atualmente, que significa Transtorno do Espectro do Autismo - TEA. É um transtorno no qual, pela própria definição, a pessoa nasce com ele e permanece com ele, porém os sintomas característicos podem diminuir ao longo da vida, inclusive alguns deles se extinguem com a terapia adequada e o amadurecimento. Da mesma forma, se os sintomas não forem tratados, podem agravar-se e podem surgir outros comportamentos disruptivos que não são característicos do transtorno, como a agressão.

Os sintomas do TEA abrangem as áreas da linguagem, da socialização e do comportamento. São pessoas que apresentam principalmente dificuldade de se relacionar com as outras pessoas, devido a uma limitação de repertório verbal e a interesses muito restritos. Muitas vezes, são incomuns para a idade e a uma certa rigidez comportamental.

A limitação do repertório verbal pode se caracterizar de diferentes formas, como por exemplo: algumas crianças demoram a falar ou falam pouco do que é esperado para a sua idade ou sem utilizar os conectivos da fala corretamente; outras não falam; outras falam, mas apresentam um discurso aparentemente pedante ou sem a entonação adequada e parecem não compreender piadas e metáforas.

Os interesses restritos fazem com que a pessoa com TEA tolere poucas experiências, seja devido a total falta de interesse por aquilo que outras pessoas da sua idade estão apreciando ou por uma dificuldade sensorial, como por exemplo, podem ter hipersensibilidade a determinados estímulos (ex: sons altos podem ser perturbadores) ou podem ter hiposensibilidade (ex: o toque suave incomoda, mas o toque forte alivia). Essas peculiaridades tornam a pessoa com TEA “estranha” e, consequentemente, pode ser muito mal interpretada diante das suas ações.

A rigidez comportamental pode se caracterizar pela dificuldade de aceitar novas experiências, e da necessidade de fazer tudo sempre da mesma forma, pode ter seletividade alimentar, e pode ter estereotipias (movimentos do corpo repetitivos sem função aparente – mexer o corpo para frente e para trás ou sacudir as duas mãos ou mexer os dedos repetidamente por exemplo) e/ou ecolalias (falas repetidas sem função aparente). Tendem a gostar de enfileirar objetos e/ou de observar objetos rodando. Movimentam-se com mais frequência, tendendo a andar de um lado para o outro quando ansiosos. Alguns dão pulinhos com frequência, especialmente os mais novos.

As pessoas com TEA sentem os mesmos sentimentos que as pessoas que não possuem TEA, porém tendem a sentir com mais intensidade (apresentam certa dificuldade no controle dessas emoções) e também podem mudar rapidamente de um sentimento para o outro. Geralmente apresentam dificuldade em interpretar o outro, porque não aprendem espontaneamente as regras sociais intrínsecas em todo contato social. Mas, são excelentes aprendizes, que dependem do ensino literal dessas regras para assimilá-las e memoriza-las. A memória das pessoas com TEA é uma preciosidade que, se bem trabalhada, contribui de forma impressionante para a melhora das interações sociais.


Links relacionados ao Guia sobre Habilidades Sociais da SociAutism

Transtorno do Espectro do Autismo – TEA

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Instruções Gerais do Guia


Uma versão online do guia, com suporte tecnológico para registro e controle da evolução das habilidades sociais das pessoas treinadas, pode ser encontrada no endereço www.sociautism.com. Além disso, recomenda-se acessar o blog desse mesmo site, a fim de receber informações sobre as novidades da área, bem como atualizações desse guia com novos cenários de treinos a serem realizados.


Flavia Baião é Mestre em Análise do Comportamento (ABA) pela PUC de São Paulo, Especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva pela USP, e Psicóloga do Núcleo de Terapia Comportamental - NuTeC (nutec.pi@gmail.com / 86 3222-4434 / Teresina-PI / http://www.facebook.com/nutecpi / http://www.instagram.com/nutecpi)


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